Crítica | Akira

Katsuhiro Otomo começou a escrever o mangá Akira em 1982. Com mais de duas mil páginas, a obra foi um sucesso e, em 1988, antes mesmo do término do mangá, Akira virou um longa metragem, criado pelo próprio Otomo. Com elementos de horror, ficção científica e ação, a história se passa em Neo-Tokyo, uma Tóquio cyberpunk recriada depois da destruição causada por uma explosão atômica que deu início à Terceira Guerra Mundial.

Akira bebe da fonte que iniciou o cyberpunk na ficção cientifica, Blade Runner original de 1982, que serviu de inspiração para a megacidade com arranha-céus muito iluminados, entre outras tecnologias características. O longa se tornou referência tanto para o anime como para a animação em geral, especialmente por conta de seus efeitos especiais inovadores para a época.

Uma grande explosão fez com que Tóquio fosse destruída em 1988. Em seu lugar foi construída Neo Tóquio, que, em 2019, sofre com atentados terroristas por toda a cidade. Kaneda (Mitsuo Iwata) e Tetsuo (Nozomu Sasaki) são amigos que integram uma gangue de motoqueiros. Eles disputam rachas violentos com uma gangue rival, os” Palhaços”, até que um dia Tetsuo encontra Takashi (Tatsuhiko Nakamura), uma estranha criança com poderes que fugiu do hospital onde era mantido como cobaia. Tetsuo é ferido no encontro e antes de receber a ajuda dos amigos é levado por integrantes do exército, liderados pelo coronel Shikishima (Tarô Ishida). A partir de então Tetsuo passa a desenvolver poderes telecinéticos, o que faz com que seja comparado ao lendário Akira, responsável pela explosão de 1988.

O filme mesmo em um mundo destruído sujo, consegue ser lindo, a paleta de cores usadas para fazer essa animação é brilhante, a animação é tão incrível que você quer ver as cenas de ação, as perseguições de moto várias e várias vezes sem parar. São usadas 327 cores diferentes, sendo que 50 delas foram criadas especialmente para o filme. Sendo um dos primeiros filmes de animação japoneses a ter a voz gravada após a animação estar pronta.

Kaneda e Tetsuo são melhores amigos desde a infância, mas Tetsuo sempre se sentiu inferior a Kaneda. Sendo assim, quando os poderes de Tetsuo tomam proporções gigantescas, seu rancor é direcionado ao amigo, que, mesmo assim, não hesita em tentar ajudá-lo. Apesar da narrativa se arrastar em demasia com o fogo de artifício do último terço, “Akira” revela-se um anime recheado de relevância nos dias de hoje.

  • RiptorBR

    Bela crítica Stella.

  • Illyana Rasputín

    Excelente crítica Stella. Amo este anime, ele bebeu muito de Blade Runner realmente, mas comparado com Ghost in The Shell acho que ele perde

  • obrigada miga. Eu concordo, a personagem de Ghost tbm é mais interessante

  • obrigada migo ^^

  • RiptorBR

    De nada 😉

  • kamalla

    ótima critica mana. Este filme é foda demais

  • Herbie: The Love Bug

    Ótima crítica, Stella. Tomara que essa adaptação live-action do mangá/anime seja bom.
    Ninguém quer mais um Death Note 2.0 kkkkkkkk

  • obrigada herbie. Essa adaptação está para sair há anos, quando Leonardo Di Caprio seria protagonista e estava jovem

  • obrigada mana

  • Homem-Coisa

    Ótima Crítica Stella. Esse anime é muito bom, e é um dos poucos que eu já vi. Fiquei sabendo que terá um filme, espero que seja bom, pois o histórico de adaptação de Anime/Mangá não é nada empolgante…

  • Saitama sensei

    Akira é atemporal não envelhece