Resenha | X-Men e Os Novos Titãs

Como fã dos x-men , nao poderia deixar de fora  uma das melhores  historias  envolvendo os X-Men, o crossover que a DC e a Marvel  realizado  anos atrás , e é considerado o melhor até hoje pelos leitores de ambas editoras. Embora nos últimos anos não tenha acontecido nenhum, desde os anos ’70 até o início dos anos 2000 a DC e a Marvel realizaram vários crossovers entre seus heróis. Superman vs. Homem-Aranha, X-Men vs. Novos Titãs, DC vs. Marvel, Vingadores vs. Liga da Justiça foram alguns dos que mais se destacaram.

A historia começa com Darkseid e Metron que iniciam seus planos a partir de uma pequena troca favores. O senhor de Apokolips fornece a Metron os meios para adentrar a Muralha, e este lhe oferece um dispositivo capaz de absorver resquícios psiônicos de energia. Na Terra, mais precisamente na Escola Para Jovens Superdotados do Professor Xavier, seus pupilos têm sonhos intranquilos, e Scott Summers também conhecido como Ciclope tem uma experiência bem real com sua falecida namorada Jean Grey.

Longe dali, na Torre Titã, a jovem Ravena também sonha… e em seus pesadelos, ela vê seu Ego Espiritual ser devorado por um imponente pássaro flamejante. Ao mesmo tempo, Slade Wilson, o Exterminador, que no momento está a serviço da Intergangue, coloca em prática os planos de seu sombrio empregador, usando o dispositivo de Metron nos lugares onde Jean Grey manifestou a Força Fênix, absorvendo dali energias residuais deixadas por ela e coletando-as com a finalidade de nada menos que ressuscitar a Fênix Negra e usar seu poder para transformar a Terra em um segundo Apokolips.

Feito numa época mais inocente, mas nem por isso carente de qualidade, ele pode ser considerado um crossover entre os X-Men, Novos Titãs e os Novos Deuses, dada a importância dos personagens na trama. A história se passa numa realidade onde os personagens do Universo Marvel e DC convivem normalmente, (na assim chamada “Terra Crossover“) sem a necessidade de viagens entre mundos para que eles se encontrem.

Todos se conhecem, ou pelo menos já ouviram falar uns dos outros. Isso simplifica a história de tal maneira que até mesmo resta espaço para que uma boa história seja contada, sem a necessidade da criação de subterfúgios mirabolantes para explicar a presença de um no universo de outro. Os eventos mostrados obviamente não influenciam a cronologia normal das partes e quando a última página é lida e fechada, esse universo mesclado volta para o seu lugar nos confins da imaginação e a Marvel e DC seguem seus caminhos distintos e independentes.

Os autores souberam usar muito bem as semelhanças entre os personagens, e os colocaram lado a lado para evidenciá-las de forma bem nítida, para delírio dos fãs entusiastas. E não falo apenas das semelhanças óbvias como a dos blindados Colossus e Ciborgue… eles levaram isso bem mais além, insinuando um clima romântico entre Mutano e Kitty Pryde, os mais jovens de cada equipe, kitty ficou com ciúmes de colossos após Estelar lhe aplicar um beijo de língua a fim de aprender o idioma russo…Até mesmo o uso de Gar Logan, o Mutano e Wolverine tentando farejar juntos os inimigos não foi desperdiçado.

Foi muito inteligente o uso das mitologias das editoras para chegar a um denominador comum que fizesse sentido dentro da trama. O melhor exemplo disso foi o fato da Estelar já conhecer a ameaça da Fênix, uma vez que sendo um perigo universal, os rumores sobre sua existência se espalharam rapidamente pelo cosmos, e a própria Lilandra do Império Shiar contatou o Povo da Cidadela entre outros impérios galácticos para avisar sobre a criatura. Tendo sido escrava da cidadela, Koriander conhecia bem o nível de catástrofe relacionado a Fênix.

O Exterminador entrou na história como o clássico inimigo dos Titãs, mas também foi bem utilizado comandando a Inter- gangue, que nada mais é do que uma facção dos asseclas de Darkseid na Terra e não demorou para que ele comandasse sua própria horda de parademônios. Também foi interessante ver Charles Xavier desfrutando da Poltrona Mobius de Metron… ampliando seus poderes e integrando sua telepatia aos poderes empáticos de Ravena, fazendo deles alguns dos componentes mais poderosos e decisivos para o desfecho.

Mas se por um lado as semelhanças foram evidenciadas, as diferenças também não deixaram de ter sua vez, embora é claro, não com todo o desenvolvimento que mereciam pela óbvia falta de espaço e até para que não comprometesse o ritmo da história, mas tivemos alguns vislumbres épicos de batalhas entre Wolverine e o Exterminador e da Fênix Negra contra Estelar, por exemplo.

Walt Simonson estava em plena forma, desenhando com muito vigor e não deixando nada a dever aos artistas em evidência na época, George Pérez em Novos Titãs e John Byrne em X-men. Somando isso a um roteiro que leva a história a um patamar épico, usando o que de melhor havia a se oferecer dentro das duas franquias, o que temos é um item de colecionador obrigatório para todos os fãs de super-heróis.

 

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  • Robert Stevenson: O Mito

    Ótima crítica, Angel. DC e Marvel deveriam voltar a fazer crossovers. Gostaria que fizessem um live-action reunindo os Vingadores e a Liga num futuro distante.

  • Excelente crítica.
    Este é o melhor crossover que já li. História bem estruturada, colocá-los no “mesmo universo” foi uma ótima saída para o desenvolvimento da trama. Sem falar da escolha excepcional para os antagonistas.

  • Mulher Mortífera

    otima resenha,Angel.Nao saboa da existencia desse crossover genial.vou procurar depois

  • Obrigado amigo. Este crossover vai ser num futuro distante mesmo, porque o publico precisa pedir isto, então vai demorar
    ps: passa la no watts depois

  • obrigado @@mulhermortfera:disqus. Voce vai adorar

  • Muito obrigado amigo @kingoflatveria:disqus. Concordo contigo, é melhor crossover DC e Marvel, ficou tudo casadinho.

  • Fabiano Correia

    Esses crossovers onde a Marvel e a Dc coexistem são interessantes

  • Nate grey

    Melhor crossover sem duvida