Crítica | Your Name – Kimi No Na Wa (2016)

O diretor Makoto Shinkai, até os anos antecedentes ao de 2016, não era conhecido por grande parte do público apreciador de animação japonesa. Porém seus longas animados são soberbos no aspecto visual, e no Japão ele é conhecido pelas histórias melancólicas, como O Jardim das Palavras e 5 Centimeters por Second. Algo totalmente oposto da vibe criada para Your Name.  Mantéu o melhor de suas habilidades técnicas mas dessa vez aliada a uma história relativamente mais positiva.

A história começa com dois estudantes, que por um fenômeno sobrenatural, acabam por trocar de corpos repentinamente várias vezes. As cenas das experiências pessoais dos dois, Taki no corpo de Mitsuha e Mitsuha no corpo de Taki, trazem divertidos momentos para história, mostrando como a mudança de personalidades causam estranheza e reações duvidosas dos amigos e familiares que se fazem presente no cotidiano dos jovens. Apesar de parecer batido, visto que este tema já foi abordado diversas vezes no cinema de Hollywood, Makoto Shinkai eleva a outro nível as camadas deste filme.

O primeiro ato pode ser um pouco complicado, o diretor consegue deixar o publico perdido, pois algumas das perguntas não são  respondidas com tanta facilidade, deixando para quem estiver assistindo entenda por conta própria. Todas as cenas de encontro entre os jovens foram incrivelmente executadas, com comoventes diálogos e trilha sonora se encaixam de forma orgânica e acolhedora. Aliás a  trilha sonora, foi composta pela banda Radwimps .

Cada paisagem, cidades e monumentos que Makoto desenhou ,  tudo é de uma perfeição, sendo capaz de encher os olhos a cada minuto. Até mesmo os menores detalhes no cenário, como folhas, galhos e defeitos no asfalto, recebem um minucioso tratamento artístico detalhista. O anime é um misto de drama absurdamente denso, com direito até a umas pitadinhas  de ficção científica e religião. É um filme sobre obre os laços invisíveis que unem a todos nós.

Your Name é um longa animado delicado e singelo, com um roteiro satisfatoriamente bem amarrado, uma boa trilha sonora e um visual impressionante! Vale  a pena dar uma chance a ele.