Crítica | Godzilla: Rei dos Monstros (2019)

Godzilla: Rei dos Monstros é um filme que foi dirigido por Michael Dougherty e o elenco foi composto por Millie Bobby Brown, Vera Farmiga, Ken Watanabe e Kyle Chandler entre outros. Lançado em 2019 para expandir o novo universo de Godzilla da Legendary Pictures, e que terá sequencia em 2021 na HBO Max.

Godzilla: Rei dos Monstros é uma carta de amor para o cinema clássico de Kaijus. Na prática, meio que adapta os seis primeiros filmes da saga Godzilla  como referencia realizados entre 1954 e 65. Basta ter em mente que muito do trabalho de construção de mundo da franquia original inspira as regras pelas quais esse novo universo comum é articulado.

O filme guarda as regras do jogo com tremendos escrúpulos. Nada é deixado ao acaso, pois é consistente com o que foi dito nos dois filmes Monsterverse anteriores e ainda aplica convenções já desenvolvidas nesses títulos. Ele ainda ousa desenvolver seus próprios elementos. Um exemplo é o funcionamento interno e os protocolos do Monarca, vistos em detalhes neste filme.  O CGI do filme é excelente, os Kaijus em conflito com os humanos numa cena especifica, é muito semelhante a filmes catástrofes, e isso para quem ama este tipo de filme vão amar.

O diretor Michael Dougherty, que também é co-roteirista do filme, não foi exatamente bem em nenhum dos dois aspectos. Por um lado, embora seja verdade que o filme brinca com reviravoltas na trama, a pressa em resolvê-las faz com que a carga dramática desmorone muito cedo. Por outro lado, a má direção dos atores, com uma interpretação excessivamente dramatizada, também não ajuda, pois não explora todo o potencial do elenco, e nem sei se precisava, porque não focar no ”terror cósmico” ao ver uma força da Natureza imparável como Shin Godzilla? Está na hora das criaturas serem as protagonistas. Que Godzilla vs Kong corrija isto.

 

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