Crítica | Paper Girls – 1ª temporada (2022)

Paper Girls é uma nova série Amazon Prime baseada na história em quadrinhos escrita por Brian K. Vaughan e desenhada por Cliff Chiang. Um elenco encabeçado pela jovem Sofia Rosinsky, Fina Strazza, Lai Nelet e Camryn Jones que nos levará a oito episódios de viagem no tempo.

Em meio a uma onda de vício por Stranger Things , a Amazon Prime passou a lançar sua própria série fantástica com adolescentes, com temática de nostalgia aos anos 80.  Paper Girls inclusive veio antes, pois para os fãs de quadrinhos americanos, a história foi lançada de 2015 a sua última edição em 2019. No qual também ganhou três Eisner Awards.

Paper Girls conta a história de quatro meninas de 12 anos que trabalham como entregadoras de jornais em Stonny Stream, um subúrbio fictício de Cleveland. Erin Tieng está em seu primeiro dia de trabalho na manhã seguinte ao Halloween de 1988; momento em que sua vida mudarão para sempre. Junto com Mac Coyle, Tiffany Quilkin e KJ Brandman, eles são atacados por outro grupo de crianças que roubam um walkie-talkie. Nossas protagonistas são lançadas em busca de uma casa em construção onde encontram uma máquina que emana uma energia estranha e que as transportam para outro tempo.

A narrativa de ficção científica entra já no primeiro capítulo, mostrando-nos uma primeira viagem no tempo bastante confusa. Se adicionarmos a essa primeira e caótica abordagem um CGI que não está tão finalizado, junto com uma fotografia e um figurino que não são de grande destaque, esses se tornam ponto fraco da série.  O ponto forte acaba sendo as próprias atrizes que são carismáticas e conseguem segurar em seus papéis.

Há uma diferença óbvia entre Paper Girls e Stranger Things, aqui não é definida apenas por um tempo especifico. Durante a primeira temporada veremos suas viagens por um tempo conhecido: os anos 80, os anos 90, os anos 2000. Mas a história nos levará mais longe. Muito além. Pelo menos se chegar a uma segunda temporada.

A profundidade de suas personagens foi um dos grandes motivos que popularizaram os quadrinhos, mas a série precisou de meia temporada para alcançar. E nesse ponto, o enredo diminui o suficiente para que seu interesse comece a diminuir.

Paper Girls é uma série que pega elementos funcionais do quadrinho original e deixa outros pelo caminho infelizmente, com uma profundidade enriquecedora de personagens para a distopia adolescente, mas com um enredo que pede mais tensão, mais ação e mais orçamento para suas viagens temporais. Espero que a série tenha uma segunda temporada, ela tem bastante potencial, para melhorar nesses pontos.

 

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