Crítica | Spiderhead (2022)

Spiderhead é o filme mais novo filme da Netflix, estrelado por Chris Hemsworth e Miles Teller,  e dirigido por Joseph Kosinski. Sendo um filme que não precisa de muito dinheiro, na verdade se passa quase inteiramente no mesmo local onde o minimalismo é extremo aqui.

A trama nos leva a uma instalação onde uma série de reclusos decidiram submeter-se a experiências farmacológicas em troca da comutação das suas penas. Eles não sabem o que vão colocar em seus corpos a cada vez, mas podem desfrutar de um certo grau de liberdade e até se comunicar com o mundo exterior.

Entre eles está Jeff, um homem atormentado por uma má decisão que, no passado, resultou em um acidente fatal e que o leva a sentir uma enorme culpa. Steve Abnesti é o homem por trás de todos os experimentos, um gênio carismático e bastante implacável, cujos objetivos ele sistematicamente coloca à frente das pessoas sob sua responsabilidade. Usando um dispositivo preso à base da coluna de seus pacientes chamado MobiPak, ele administra doses variadas de compostos com os quais pode manipular suas sensações e respostas a estímulos.

É um filme inegavelmente divertido que mantém sua atenção, com um certo grau de curiosidade, mas as oscilações tonais atrapalham. Pela qualidade e envolvimento do elenco e pela quantidade de sub-tramas que o roteiro possui: a culpa, a busca de redenção, a natureza do afeto e do amor, os limites éticos da experimentação científica quando os sujeitos são humanos. É decepcionante que muitas dessas coisas que se pensa que vão ser trabalhadas, acabam que algumas ficam pelo caminho, pelo objetivo da simplicidade.

O filme acaba não levando a possibilidade de um debate sério,  colocando humor ao longo do caminho, certos aspectos são tão previsíveis quanto ridículos e nunca conseguimos entender as razões das ações realizadas pelo nosso macabro Abnesti. Dado um pano de fundo, seria esmagador.

No geral Spiderhead pode ser visto como um filme eficientes e até divertido, mas não espere nada além, como um roteiro complexo e trabalhe temas transcendentais, o marketing e o trailer trazem uma atmosfera quase que enganosa.

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