Crítica | The Boys – 3ª temporada (2022)

Após loucura atrás de loucura The Boys finalizou sua terceira temporada com um final duvidoso, um pouco agridoce, um pouco incoerente, em alguns pontos, mas ainda assim interessante.

A série inicia logo após os acontecidos da segunda temporada, quando Tempesta é derrotada, pelos The Boys e o filho do Capitão Pátria, Ryan. Os personagens ainda estão tendo que lidar com todo ocorrido. Billy Butcher ainda está com sede de vingança contra o Pátria. E o Pátria está completamente perdido sem a Tempesta, e tendo que lidar com as consequências dos atos dela. Mas claro do jeito que a Vought sabe, abafando, e alterando a narrativa para que os Sete continuem como os heróis salvadores, iniciando até com um filme paródia da Liga da Justiça e Vingadores de 2012, contra uma falsa Tempesta.

Nessa temporada somos introduzidos a novos heróis da Vought, e em especial temos a chegada do Soldier Boy, uma paródia do Capitão América, interpretado pelo Jensen Ackles. Mais conhecido pela série Supernatural também de Eric Kripke.  O personagem chega como nivelamento da balança, um desafio para Capitão Pátria. Além do fato que Butcher e Hughie agora vão tomar uma droga ainda em testes que lhe concedem poderes temporários.

Tanto Butcher quanto Capitão Pátria são dois lados da mesma moeda. Nessa temporada é deixado ainda mais claro. O tema de paternidade também mais uma vez fica em evidência aqui, que tem sido um assunto de considerável interesse ao longo da série, chega no terceiro sublimado e transformado em um propósito sombrio. E que se reflete em plot twist no episódio 7.

Ao mesmo tempo, a versão depravada dos interesses políticos com os quais a série brincou durante seus episódios mais recentes atinge um novo patamar. A mistura de ambas as coisas permitiu que o roteiro tomasse um rumo vertiginoso indo em uma nova direção.

Soldier Boy então se destaca como algo mais sinistro. Uma ameaça a longo prazo  como deixado claro no final da temporada, que não se limita ao tempo, mas aos seus objetivos particulares. A origem de todo mal é uma percepção ampla de todos os novos espaços e lugares de várias abordagens da série. Super-heróis nesse universo como sabemos, nunca foram formas de representação do bem. O conceito nessa temporada evoluiu e explorou sobre influência, poder e política. Tudo sob a concepção de medos coletivos levados a um novo patamar, que acaba sendo alinhados com a nossa realidade também.

Para sua quarta temporada , The Boys provavelmente mostrará o mundo por trás do bem planejado e pré-fabricado de Vaught. Além disso, as consequências da descoberta de sua origem do Capitão Pátria e como isso é entendido. Uma reviravolta em um labirinto aterrorizante em cujo centro aguarda, talvez, uma conclusão sangrenta para uma história cada vez mais sinistra .

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